Programa Nacional de Controlo da Asma
A asma é a nível mundial uma das doenças crónicas mais frequentes e afecta, segundo estimativas internacionais mais de 150 milhões de pessoas em todo o Mundo.
Por razões diversas tem-se assistido a um crescimento das suas incidência e prevalência calculado entre 20 e 50% em cada década.
O programa Nacional de Controlo da Asma baseado no Programa Mundial para a Asma - Global Initiative for Asthma (GINA) é elaborado no âmbito da Comissão de Coordenação do Programa da Asma do Ministério da Saúde constituído por: Coordenação Nacional do GINA, Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Associação Portuguesa de Asmáticos, e Direcção Geral de Saúde.
PROGRAMA
Objectivos Gerais
- redução da morbilidade e da mortalidade por asma
- melhoria da qualidade de vida e do bem-estar do doente asmático
Objectivos Específicos
- melhoria do autocontrolo dos doentes asmáticos
- detecção criteriosa das necessidades de saúde dos doentes asmáticos, nomeadamente das necessidades não satisfeitas e detecção de grupos de risco acrescido (etário, social, económico, cultural) que requeiram estratégias de intervenção específicas
- melhoria da eficácia e da eficiência da prestação de cuidados de saúde ao asmático
- melhoria da qualidade do meio ambiente
- melhoria da vigilância epidemiológica da asma, designadamente através de organismos, instituições e sistemas já existentes ou a criar
- monitorização e avaliação
Estratégias
1. Desenvolvimento de capacidades e competências no doente e na família para controlar a asma, designadamente:
- compreender melhor a sua doença
- estimular a adopção de comportamentos adequados
- aumentar os conhecimentos sobra a asma, por forma a reduzir atrasos na procura de cuidados
- promover a adesão ao tratamento
- promover a melhoria da auto-estima, do auto-conceito e da auto-imagem
- destruir ou desmistificar medos e mitos
- promover uma melhor articulação e integração do asmático nos ambientes escolar e laboral, assim como nos respectivos grupos de pertença
Para a sua concretização deverão ser criados:
a) "Escolas de Asma" - espaços onde os conhecimentos são transmitidos, por equipas técnicas, segundo uma abordagem transdisciplinar, envolvendo, para além dos profissionais de saúde, outros grupos profissionais que lidam com crianças, adolescentes e adultos asmáticos e que possuem conhecimentos pedagógicos, como os educadores de infância e os professores, psicólogos, etc. A informação deve ser básica, com programas previamente definidos, apoiados por material audio-visual adequado, utilizando metodologias participativas. Estas "Escolas" poderão funcionar em qualquer local, nomeadamente nos serviços de saúde ou outros locais adequados.
b) "Manual Prático do Asmático", que incluirá informação básica para o doente e para a população.
2. Intervenção em grupos de risco acrescido, seja no que se refere à doença em si, seja nos determinantes da doença, seja nas dificuldades e obstáculos que se levantam ao auto-controlo e à acessibilidade aos cuidados, com detecção de necessidades não satisfeitas e desenvolvimento de projectos e programas específicos para colmatar as desigualdades detectadas.
3. Melhoria da acessibilidade dos doentes a cuidados de saúde atempados, eficazes e eficientes, pelo mais fácil acesso dos doentes aos serviços de saúde e melhor articulação entre níveis de cuidados, por forma a assegurar a optimização da procura e a continuidade no seguimento.
4. Promoção de boas práticas profissionais baseadas nos novos conceitos de diagnóstico e tratamento da asma, através de:
- cursos de formação de formadores e cursos de formação sobre asma, destinados a profissionais de saúde;
- material audio-visual;
- manual de boas práticas profissionais.
5. Intervenção no meio ambiente, através de:
- informação actualizada e compreensiva sobre factores de agressão dos ambientes doméstico, escolar, profissional e atmosférico
- promoção da articulação intersectorial das diversas entidades envolvidas
6. Desenvolvimento do associativismo entre asmáticos, nomeadamente através da divulgação da Associação Portuguesa de Asmáticos e de outras formas de associação existentes ou que venham a existir, com realce para os grupos informais de entre-ajuda.
7. Vigilância epidemiológica da asma, através de um sistema de informação que permita:
- acompanhamento da evolução tendencial da incidência e da prevalência, nos diversos grupos etários e sócio-económicos
- detecção de grupos de risco acrescido
- detecção das necessidades de saúde e de bem-estar da população asmática e dos determinantes das desigualdades na génese da doença e na acessibilidade
- realização de estudos e de investigação aplicada, designadamente para avaliação das necessidades não satisfeitas e de parâmetros que expressem o grau de qualidade de vida e de bem-estar da população asmática
8. Gestão integrada da doença, através de estudo de impacto do Programa, a realizar pelos serviços centrais do Ministério da Saúde, em termos de identificação e estimativa
- dos ganhos em saúde a obter
- dos materiais e equipamentos, a seleccionar em termos de melhoria de acessibilidade, que permitam um melhor controlo da asma, designadamente debitómetros, nebulizadores, fármacos e reabilitação funcional respiratória
Metas para 2007
- redução do número de internamentos hospitalares por asma, que nas crianças, e adolescentes (<19 anos) deverá atingir, pelo menos, 20% dos valores basais
- redução do absentismo escolar e laboral por asma, que na população escolar deverá atingir, pelo menos, 30% dos valores basais
- atingir uma percentagem significativa de doentes asmáticos (25% da população asmática estimada) capazes de autocontrolarem a sua doença
No âmbito do Programa Nacional de Controlo da Asma divulgado no início de 2001 por todos os Serviços de saúde do Serviço Nacional de Saúde, foram elaborados documentos de suporte destinados aos profissionais de saúde que lidam com a doença e a crianças, jovens e adultos asmáticos e seus conviventes directos:

Manual de Boas Práticas na Asma elaborado com base em consensos científicos internacionais e distribuído por todos os médicos e enfermeiros dos Centros de Saúde e dos Serviços de Imunoalergologia, Pneumologia, Medicina Interna e Pediatria dos hospitais da rede oficial.

- Manual de Ajuda para a Criança com Asma (pdf)
- Manual de Ajuda para o Jovem com Asma (pdf)
- Manual de Ajuda para o Adulto com Asma (pdf)
Os três últimos documentos, elaborados com base em informação científica, pela escritoras Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães irão ser distribuídos através dos Centros de saúde e consultas externas de Imunoalergologia e Pneumologia dos hospitais e o Manual de Ajuda para a Criança com Asma também nas consultas de Pediatria dos hospitais e nas escolas da Rede Nacional das Escolas Promotoras da Saúde, parceiras de Centros de Saúde.

- CD Rom - Autocontrolo da Asma - CD inter-activo, de carácter lúdico e informativo, elaborado com base em informação científica, pelo Centro de Investigação para Tecnologias de Informação da Universidade Nova de Lisboa destinado a crianças e jovens asmáticos, pais, educadores e profissionais de saúde. Será distribuido nos mesmos locais.
Por razões diversas tem-se assistido a um crescimento das suas incidência e prevalência calculado entre 20 e 50% em cada década.
O programa Nacional de Controlo da Asma baseado no Programa Mundial para a Asma - Global Initiative for Asthma (GINA) é elaborado no âmbito da Comissão de Coordenação do Programa da Asma do Ministério da Saúde constituído por: Coordenação Nacional do GINA, Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Associação Portuguesa de Asmáticos, e Direcção Geral de Saúde.
PROGRAMA
Objectivos Gerais
- redução da morbilidade e da mortalidade por asma
- melhoria da qualidade de vida e do bem-estar do doente asmático
Objectivos Específicos
- melhoria do autocontrolo dos doentes asmáticos
- detecção criteriosa das necessidades de saúde dos doentes asmáticos, nomeadamente das necessidades não satisfeitas e detecção de grupos de risco acrescido (etário, social, económico, cultural) que requeiram estratégias de intervenção específicas
- melhoria da eficácia e da eficiência da prestação de cuidados de saúde ao asmático
- melhoria da qualidade do meio ambiente
- melhoria da vigilância epidemiológica da asma, designadamente através de organismos, instituições e sistemas já existentes ou a criar
- monitorização e avaliação
Estratégias
1. Desenvolvimento de capacidades e competências no doente e na família para controlar a asma, designadamente:
- compreender melhor a sua doença
- estimular a adopção de comportamentos adequados
- aumentar os conhecimentos sobra a asma, por forma a reduzir atrasos na procura de cuidados
- promover a adesão ao tratamento
- promover a melhoria da auto-estima, do auto-conceito e da auto-imagem
- destruir ou desmistificar medos e mitos
- promover uma melhor articulação e integração do asmático nos ambientes escolar e laboral, assim como nos respectivos grupos de pertença
Para a sua concretização deverão ser criados:
a) "Escolas de Asma" - espaços onde os conhecimentos são transmitidos, por equipas técnicas, segundo uma abordagem transdisciplinar, envolvendo, para além dos profissionais de saúde, outros grupos profissionais que lidam com crianças, adolescentes e adultos asmáticos e que possuem conhecimentos pedagógicos, como os educadores de infância e os professores, psicólogos, etc. A informação deve ser básica, com programas previamente definidos, apoiados por material audio-visual adequado, utilizando metodologias participativas. Estas "Escolas" poderão funcionar em qualquer local, nomeadamente nos serviços de saúde ou outros locais adequados.
b) "Manual Prático do Asmático", que incluirá informação básica para o doente e para a população.
2. Intervenção em grupos de risco acrescido, seja no que se refere à doença em si, seja nos determinantes da doença, seja nas dificuldades e obstáculos que se levantam ao auto-controlo e à acessibilidade aos cuidados, com detecção de necessidades não satisfeitas e desenvolvimento de projectos e programas específicos para colmatar as desigualdades detectadas.
3. Melhoria da acessibilidade dos doentes a cuidados de saúde atempados, eficazes e eficientes, pelo mais fácil acesso dos doentes aos serviços de saúde e melhor articulação entre níveis de cuidados, por forma a assegurar a optimização da procura e a continuidade no seguimento.
4. Promoção de boas práticas profissionais baseadas nos novos conceitos de diagnóstico e tratamento da asma, através de:
- cursos de formação de formadores e cursos de formação sobre asma, destinados a profissionais de saúde;
- material audio-visual;
- manual de boas práticas profissionais.
5. Intervenção no meio ambiente, através de:
- informação actualizada e compreensiva sobre factores de agressão dos ambientes doméstico, escolar, profissional e atmosférico
- promoção da articulação intersectorial das diversas entidades envolvidas
6. Desenvolvimento do associativismo entre asmáticos, nomeadamente através da divulgação da Associação Portuguesa de Asmáticos e de outras formas de associação existentes ou que venham a existir, com realce para os grupos informais de entre-ajuda.
7. Vigilância epidemiológica da asma, através de um sistema de informação que permita:
- acompanhamento da evolução tendencial da incidência e da prevalência, nos diversos grupos etários e sócio-económicos
- detecção de grupos de risco acrescido
- detecção das necessidades de saúde e de bem-estar da população asmática e dos determinantes das desigualdades na génese da doença e na acessibilidade
- realização de estudos e de investigação aplicada, designadamente para avaliação das necessidades não satisfeitas e de parâmetros que expressem o grau de qualidade de vida e de bem-estar da população asmática
8. Gestão integrada da doença, através de estudo de impacto do Programa, a realizar pelos serviços centrais do Ministério da Saúde, em termos de identificação e estimativa
- dos ganhos em saúde a obter
- dos materiais e equipamentos, a seleccionar em termos de melhoria de acessibilidade, que permitam um melhor controlo da asma, designadamente debitómetros, nebulizadores, fármacos e reabilitação funcional respiratória
Metas para 2007
- redução do número de internamentos hospitalares por asma, que nas crianças, e adolescentes (<19 anos) deverá atingir, pelo menos, 20% dos valores basais
- redução do absentismo escolar e laboral por asma, que na população escolar deverá atingir, pelo menos, 30% dos valores basais
- atingir uma percentagem significativa de doentes asmáticos (25% da população asmática estimada) capazes de autocontrolarem a sua doença
No âmbito do Programa Nacional de Controlo da Asma divulgado no início de 2001 por todos os Serviços de saúde do Serviço Nacional de Saúde, foram elaborados documentos de suporte destinados aos profissionais de saúde que lidam com a doença e a crianças, jovens e adultos asmáticos e seus conviventes directos:

Manual de Boas Práticas na Asma elaborado com base em consensos científicos internacionais e distribuído por todos os médicos e enfermeiros dos Centros de Saúde e dos Serviços de Imunoalergologia, Pneumologia, Medicina Interna e Pediatria dos hospitais da rede oficial.

- Manual de Ajuda para a Criança com Asma (pdf)
- Manual de Ajuda para o Jovem com Asma (pdf)
- Manual de Ajuda para o Adulto com Asma (pdf)
Os três últimos documentos, elaborados com base em informação científica, pela escritoras Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães irão ser distribuídos através dos Centros de saúde e consultas externas de Imunoalergologia e Pneumologia dos hospitais e o Manual de Ajuda para a Criança com Asma também nas consultas de Pediatria dos hospitais e nas escolas da Rede Nacional das Escolas Promotoras da Saúde, parceiras de Centros de Saúde.

- CD Rom - Autocontrolo da Asma - CD inter-activo, de carácter lúdico e informativo, elaborado com base em informação científica, pelo Centro de Investigação para Tecnologias de Informação da Universidade Nova de Lisboa destinado a crianças e jovens asmáticos, pais, educadores e profissionais de saúde. Será distribuido nos mesmos locais.