• “QUE A ASMA NÃO TE PARE!”: FIGURAS PÚBLICAS APOIAM CAMPANHA PARA CONTROLO DA DOENÇA

    António Zambujo, José Eduardo Agualusa, Andreia Rodrigues, Maria Rueff e Dalila Carmo participam em campanha de sensibilização da SPAIC, do GRESP e do Instituto Mundipharma.

    No dia 3 de Maio (terça-feira) assinala-se o Dia Mundial da Asma (DMA), doença respiratória crónica que afecta milhões de pessoas em todo o mundo. “Que a asma não te pare!” é o lema de uma campanha levada a cabo pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), pelo Grupo de estudos de doenças respiratórias da APMGF (GRESP) e pela Mundipharma que conta com a presença de várias caras conhecidas do grande público. António Zambujo, José Eduardo Agualusa, Andreia Rodrigues, Maria Rueff e Dalila Carmo são os protagonistas de um vídeo de sensibilização para o diagnóstico e controlo da asma.

    No vídeo, que vai passar nos principais canais nacionais e também nas redes sociais a partir do dia 3 de Maio, os padrinhos da campanha alertam para importância de consultar um médico para diagnosticar e tratar a asma.

    “A asma, quando não é devidamente tratada, tem um grande impacto na vida dos doentes, limitando fortemente a sua actividade profissional, escolar e social. No entanto, com o tratamento adequado é possível ter uma vida perfeitamente normal”, defende Ana Morete, vice-presidente da SPAIC.

    Neste DMA a SPAIC e o GRESP alertam para o facto de a asma ser uma patologia subdiagnosticada e subtratada que atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo e perto de 700 mil pessoas em Portugal. Quase metade dos asmáticos portugueses não tem a doença controlada (43% da população geral e 51% da população pediátrica). Cada 9 em 10 doentes com asma não controlada tem percepção errada do estado de controlo da sua doença, o que pode dificultar a procura de melhor tratamento e controlo. Uma das consequências do mau controlo são as agudizações graves de asma com necessidade de internamento.

    De um modo geral, em Portugal, os doentes com asma menos controlada caracterizam-se por serem de classes socio-económicas mais desfavorecidas, terem menor grau de escolaridade, serem de idade pediátricaou idosos e terem um índice de massa corporal aumentado.

    Ana Morete, Vice-Presidente da SPAIC, afirma que “infelizmente as características socio-económicas continuam a ser determinantes no tratamento da asma, fazendo com que o acesso a consultas e a medicação não seja igual para toda a população. A crise económica e as reduzidas comparticipações acabam por ser responsáveis por esta situação.”

    O Dr. Rui Costa, coordenador do GRESP, reconhece que "actualmente, as principais dificuldades no controlo da asma são a inadequada adesão ao tratamento regular e contínuo e a utilização incorrecta dos dispositivos inalatórios. Por isso, a aposta continua na capacitação dos asmáticos de modo a que tenham um papel activo e determinante na melhor e mais adequada gestão da sua doença é vital para o sucesso do controlo da asma e para a obtenção dos melhores resultados de saúde. "

    Segundo o Dr. Rui Costa, “com esta campanha pretende-se alertar os asmáticos que têm uma solução para o seu problema respiratório crónico, que não necessitam de viver em esforço e com falta de ar, que podem controlar e vencer a sua asma e que podem e devem conquistar a sua saúde e o seu bem-estar.”

      2019 © Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica
      • Bright - Web Agency